Osso
Ajoelhou-se sobre o algodão cru E deixou sua marca em vermelho
Escrito por Raoni Duran às 21h45
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Arrefece
Me ajude a sair. Me ajude a passar. Isso é um túnel? É uma invasão. Eu também preciso de uma mão. Só uma. Talvez duas. Para me ajudar agora. Não. Ele me disse que agora É para ele mesmo. Toda a outra vida para os outros. Eu respondo: será que eu sei quando é que isso mudou? Será que eu não vou ficar para sempre no meio?
E isso É mais que eu no meio. É mais que eu sempre assim. Se eu tirar agora um coelho dessa cartola ninguém vai acreditar. Porque se eu tirar agora um coelho da cartola ninguém vai olhar. Pra cartola. Eles vão enxergar minha boca falando e falando, dizendo milhares de coisas. E perderão o que a minha mão acabou de fazer. Porque há sempre a possibilidade e a necessidade de se perder algo grandioso.
Se se abrir um horizonte eles nunca vão perder o caminho que leva, que carrega, que aninha e acaricia, que protege, através da floresta. Eu quero encontrar esse caminho. Tem sido muito difícil. Cada sinal em um dia mas eu estou sempre perdido. Não adianta querer fixar sóis, seja aqui ou em Sevilha. Meu sol arrefece justo como o sol dos meus antepassados amados e esquecidos. Como eu serei. Um dia. Em breve. Graças a deus. E se deus quiser.
E ele quer? O que será que ele quer? Ele não me disse na última vez que nos vimos. As súbitas mãos nos bolsos e nenhum abraço. E eu achava que aquilo era sinal, mas eu achei tarde demais. Ai eu já tinha derramado o leite. E aí era só beber. Não tinha água na minha casa.
Quando voltar o sindico provavelmente pedirá desculpas “foi um cano que entortou, entende?” E eu vou entender. Mas ele só vai subir a escada e ir dormir. E o meu apartamento é um andar abaixo, entende? Eu vou entender. Olha, de vez em quando eu me falo, eu me produzo isso: “Isso está ficando difícil demais. Eu não sei se eu vou aguentar. E se eu não aguentar, eu não sei quem vai me segurar.” Eu não acho que vai ser você, entende? Eu sempre achei que eu precisava de alguém pra me segurar, mas daí eu cai em pleno vôo e eu descobri que eu posso flutuar. E “nada vai me impedir de flutuar.” Como uma pena que pena pobre pena que assim se vive essa vida, vida minha, vida sua, vida em qualquer lugar.
Aí você diz: “pois é.” Aí eu digo também. Mas nenhum de nós está dizendo nada. Nenhum de nós abriu a boca pra dizer uma palavra desde o começo da civilização ou desde o começo do espirro de alguma coisa chamada vida nesse planeta. Ninguém quis. Porque ninguém sabe, nem nunca vai querer saber. Nos é vedado isso. E o que é isso? Isso arrefece e arrefece é um verbo que se envolve de mistério e vem bater na minha porta às 3 da tarde quando já está escuro. Provavelmente eu estou na Polônia ou na Suécia, Estocolmo, finalmente. E ele tem um rosto escuro, sujo... e um cabelo seboso que vem cair cinza sobre a testa queimada. É um mendigo provavelmente e eu não quero pão. Vem aqui me oferecer algo que eu queira mais. Eu quero mais! Eu quero mais! Vem aqui oferecer algo pras minhas costas, cansadas, os meus olhos. Ai, os meus olhos. Milenares. E daí se encosta. Esse verbo cansado, no meu ombro e vem me cantar pra eu dormir, cansado mas liberto. Será que um dia assim vai chegar?
Mas não importa importa não. Esses cavalos vão aprender a encerar esse chão. Essas lágrimas de cavalos, lágrimas minhas, vão aprender a serem choradas e serem engolidas de uma vez só. E assim constituímos nossos anticorpos e nossa poção. Como um tiro no escuro acerta o espelho e só o espelho responde: “Sim, eu estou aqui. Então fale-me agora...” Mas aí então já é tarde. Aí então já são cavalos cavalgando e cavalgando sobre uma planície ensolarada, sobre um caminho numa floresta, um caminho que leva, que carrega, que protege, que acaricia, que aninha, que arrefece.
Roteiro:
Ulisses, James Joyce
O Jogo Da Amarelinha, Julio Cortázar
Trilha Sonora:
Pâle Septembre, Camille
Rue De Ménilmontant, Camille
Quand Je Marche, Camille
Escrito por Raoni Duran às 01h38
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O Príncipe

Eu sou um príncipe É tudo que eu posso ser Eu não posso ser Galanteador, conquistador Dançarino de tango Eu só tenho meu velho cavalo branco E meus sonhos impossíveis
Talvez eu seja Dom Quixote Que não percebeu que seu tempo já passou Que deixou seu tempo passar sem perceber
A velha na caixa de correio diz: "Ninguém mais precisa de um príncipe aqui, ninguém mais precisa ser salvo, talvez só você..." Então eu continuo sendo isso Mesmo supérfluo, desnecessário Mesmo indesejado
Eu continuo sendo o que eu sou Tão decadente como um príncipe medieval Em plena Avenida Paulista
Escrito por Raoni Duran às 12h24
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This was supposed to be a song

Get prepared to feel uneasy This is gonna hurt some bit I may throw demons in the flameworks And you may feel it burns your skin
Though I'm ready to feel angry I might not start right now I might just spare one second Looking at who brought me down
And you say he was a brother Well I never saw him spare All those years in confinement Thought would teach him how to share
You say panic was a guardian Well it never helped me there I just thrived with the good-looking 'Till they brought me to my knees
Get prepared to feel disconnected All my hatred, all these years All the hate I saved for you Is now begging to be free
I'm not looking for a stranger I'm not looking for some peace I grew up to be a husband I found out I was a man out here
And you say he was a brother Well I never saw him share All those years in abandonment To the ones who lived there
You look at me with suspicion You can't tell me what it is Though my arms are not around you I'm the one who holds your feet
Save this one for the chosen ones, boys Save this one out for the queen You just tell me when you're ready Cause I'm eager to come in
Roteiro: As Flores Do Mal, charles Baudelaire Trilha Sonora: Avalanche, Leonard Cohen
Escrito por Raoni Duran às 00h09
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Ad Eros, 5
Seu coração fora do peito Você é lindo e o abraça Você é a cópia do que eu quis Sem pernas não te falta nada Eu quero você simplesmente Eu te amo Porque eu tenho suas pernas E você tem meu coração
Por: Gino, Jonathan Webb Trilha Sonora: Glory Box, Portishead
Escrito por Raoni Duran às 02h46
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Ad Eros, 4
Eu não penso mais Seu olhar e é seu corpo Estou com você Permito-me ser controlado por te querer E eu quero tanto E você me dará o que eu quero
Trilha Sonora: Dove Sei, Laura Pausini
Escrito por Raoni Duran às 22h38
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Ad Eros, 3
Arrependido eu vim O homem dos homens Eu choro Você me toca nos ombros Algo que eu não esperava Sua doçura Sua simplicidade Sua ternura Quando eu estava nu e envergonhado Você me deu suas roupas E agora eu posso tirá-las
Roteiro: Ulisses, James Joyce Trilha Sonora: Parlami, Laura Pausini Dove L'arie È Polvere, Laura Pausini
Escrito por Raoni Duran às 13h17
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Ad Eros, 2
Três amigos Pele macia Quando eu me guardo em você ele me toca no braço Se esquece ele eu beijo você Olho você com ele eu no meio As peles que eu conheço Há sorrisos e gentilezas Eu não tenho mais medo O medo está guardado Para fazer isso melhor Eu, você e ele
Roteiro: Trecho "Eu quero Sim" recitado de Ulisses, James Joyce Trilha Sonora: Amare Veramente, Laura Pausini
Escrito por Raoni Duran às 21h38
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Ad Eros, 1
Quando a água fresca toca a sua testa Você suspira Quando escorre em seu rosto Você escancara a boca Quando enlaça a garganta Você exala Quando lava seus corações Você é livre Quando passa pelo meio de você Você é desejo Quando no seu umbigo Você quer uma língua Quando se esconde É o que não posso ver É tudo que eu quero ver
Escrito por Raoni Duran às 22h09
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Saída
Ele não vê meu sono, nem quer meu calor Ele não ouve meu chamado, nem quer meu telefone Ele não pensa o meu olhar, nem quer o meu silêncio Ele vai embora, ele não quer a despedida Ele não precisa de consolo quando ainda faz frio Entre toalhas e cobertores ele não está mais aqui Ele não quer minha falta, eu nunca estive lá E fala pra mim do que te toca mais que eu Eu ouço ele e o desabamento que se sucede Lá estão os presentes que eu te mandei Ou os que eu sonhei te entregar Para que nada te faltasse que te fizesse mais feliz no que você é E uma gota de cicuta sem que eu sinta a ponta dos meus dedos Por onde correm as linhas do teu trajeto E uma longa distância Até que eu esteja livre disso
Trilha Sonora: La Demeure D'un Ciel, Camille Roteiro: Os Mistérios Da sala De Estar, Graham Jackson
Escrito por Raoni Duran às 16h54
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M
Eu sinto cheiro de vinagre. Na cozinha, na sala, no quarto em que eu dormi e o cinzeiro para os cigarros, tudo tem cheiro de vinagre. Vinagre para expurgar e neutralizar todas as influências negativas. Dos humores que eu tenho.
Eu ando pela sala.
Com olhar preocupado de quem tem algo a fazer e não consegue se lembrar o que. Levantar-me às 5 da manhã, enganar a insônia, lavar a roupa e a louça, desinfetar a sujeira dos gatos, levar o lixo para fora, lavar as verduras.
Eu ainda não me levantei da cama.
Eu procuro mentalmente os sonhos que acabei de ter essa noite e entre os pés de cabra, os terreiros de macumba e a dança eu enxergo o novo. Ele está entre faíscas e fogos e olha firmemente na minha direção. Não há como escapar. Novamente a longa dança dos amores que eu não posso parar de me envolver ou sofrer com homens e pessoas que me amarão e eu sei que me amarão mas que inevitavelmente deixarão uma ausência de bocas em minha língua mordida à força das minhas próprias lágrimas. Essa é a minha verdade. E ninguém me conhece.
Doce menino chamado M orgulho da mamãe e respeito do papai do qual não ouso discordar por um enquadramento. Não sei eu das sombras que andam lá fora e que entram na casa minha à porta da frente que eu mando expulsar. Foram lindas as férias no campo e na praia repletas de fotos e fotografias e lembranças para lembrar. Foram lindos esses quinze aninhos de um menino que já é mocinho porque cresceu demais desde a última vez que eu o vi. Guardo os meus segredos entre minhas presas cheias de raiva ameaçando quem ousar me desafiar. Mas quais são as coisas que realmente importam para mim que agora não quero mais lembrar. Eu quero minha piedade, o meu pé de fogo para marchar sobre o meu ego já pisoteado e alterado. Eles fizeram de mim bem o que eles queriam que queriam: enfadonho contra qualquer contravenção que pudesse dar luz a uma inovação. E onde está a minha originalidade? Onde está aquilo que me fez nascer por aquilo que eu vou morrer?
Saio agora pelas ruas em protesto contra a minha própria vida que não foi nunca o que eu quis dela. Saio pelo ar profundo e frio que incide a gargantas chamando confortos e riscos. E gritos pela perene mudança sem achar instância na qual me redimir. Para me deparar com a medalha. Para que tudo isso não mate a esperança do melhor de tudo, o que está por vir.
Trilha Sonora:
Le Sac Des Filles, Camille
Le Fil, Camille
Panis Et Circenses, Marisa Monte
Chão De Giz, Tesoura Do Desejo, Veja Margarida, Bicho De Sete Cabeças (entre outras); Elba Ramalho, Zé Ramalho e Alceu Valença
Roteiro:
Ulisses, James Joyce
Escrito por Raoni Duran às 19h30
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Dissolva
Olha você Pegando os pedaços Reconstruindo os destroços E emcima de tudo ainda tem um sorriso Pra disfarçar a tristeza de quem tem que continuar
Você não precisa se recompor Refazer o pacote e o embrulho Você pode se dissolver Perder o juizo e a pose Vai te fazer ganhar
Porque nesse mundo onde se faz e esconde Mais vale se levantar do banco do carro E atravessar a rua e chegar no destino
Você não precisa se recompor Me presenteie com seu não-resolvido Você pode se dissolver Na minha frente Na minha companhia Dentro de mim Desabe em mim Desague em mim Me faça recipiente Me faça experiente
Nada nesse mundo recebe incompletos Vazios e sujos mas repletos De um abismo que nos faz consciência
Então você não precisa se levantar agora Você não precisa se recompor Você pode se dissolver
Ressalva Não abra a porta Não ligue a linha Não atenda o chamado Estoure o que tinha
Deixa ficar assim largado, esparramado Sem porquê nem lembrança Para durar um pouco mais, talvez Deixa encharcado Rasurado e amassado Reaberto
E isso está bom agora? (bom agora, bom agora) Me leva embora destruído E ainda assim, longe de mim, não distorcido
Eu não preciso me recompor Eu posso me dissolver Agora, agora...
[25/03/2006]
Trilha Sonora:
Le Fil, Camille
A Rush Of Blood To The Head, Coldplay
Roteiro:
Dublinenses, James Joyce
Escrito por Raoni Duran às 17h45
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Chuva milagrosa Que vem quando menos se espera Que vem quando meu coração espera De janelas e portas abertas Fazendo o vento passar passageiro Levando embora o ar viciado Ar do ócio guardado
Chuva milagrosa Leva meu amor daqui Mas mostra ele pro mundo Que eu não quero tê-lo só pra mim Garante que amanhã é manhã Que promessa é agora Que alegria é libertar-se Que participar da vida é amar sem cercas E vice-versa
Faz respirar nossas ruas batidas Faz os carros passarem com um quê de música Que a beleza está aí Para quem a contempla Para quem está nas pontas dos pés No arrebatamento de contemplá-la
Escrito por Raoni Duran às 02h22
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The Red Entry (two thousand years ago)
Told me I would never be whole. So I answered if you can't catch me crocodile jack pot. Lick my skin you dirty prayer. You will never be read. So maybe I could read something that would make me smile. All this time I have been waiting and never something came out that I could call my soon and feed and dress. Maybe I don't have eggs In this desert. I wanna get out of here screaming. Maybe even she has given me up by now. I was a bad student I was so selfish and self indulgent. But what I did was right some months ago, now she just considers it wrong, things are never explained to me and I have figured out already that there won't be an end to this maybe just some check points and thing is i'm addicted to ends i'm lost without them. They want me to walk in the dark, well maybe I should learn to walk first. Should I stop asking and just live with what I have now? Maybe I shouldn't worry if I'll ever be creative and write a book. The world is filled with books anyway and anything I could write was probably already written by a greek guy 2 thousand years ago. Maybe I should just sit in silence and wait for the end. But there isn't one. Is there?
Trilha Sonora:
Angelene, PJ Harvey
City Of No Sun, PJ Harvey
Brown Skin, India.Arie
Love Of My Life, Erykah Badu
Roteiro:
Os Mistérios Da Sala De Estar, Graham Jackson
Escrito por Raoni Duran às 15h51
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Last Night There Was A Dog
Last night there was a dog. His name was aimed directly at me. He was like a shadow on a painted grass and like a field of false strawberries and the falsehood of sweetness and the sweetness of a lie. A lie so sweet you can’t believe it isn’t true, you can’t take your heart off it, the smell so sweet it becomes yours. His barking was as soft as a hundred threads, so soft that I could feel a blanket of all around blackness and white around me, guarding me from that which I cannot deceive.
Last night there was a dog. His spear of deception was raised upward like the fence of a severe wall. Like the dream of a dying man his face crumbled and I was kind to him. The only thing I could do.
Last night there was a dog. And he poisoned me. He poisoned me dry, untill my very veins were dry riverbeds crawling inside my bones and the story of my lies. I resembled the honesty of skeletons and the recklessness of corpses, the good recklessness. The old story was told. The end kept forever untold. And untold were the answers of the dog I met, like he was then ten thousand feet away from me, he could not read my despair, he could not drink of my indecision and doubt. And I poisoned him too. My doubt was the reminiscence of years of questioning my own survival, my body ever vulnerable in a cold open peak. I believed so: I was not to blame.
Last night there was a dog. And I kicked it. Right there where his muscles met his bones. Pain spreading throughout his famine body like the fast web of an experienced spider, threading his destiny second by second. The future it isn’t there, it is. I questioned his priorities of his certain fate to which remained silent and forever hated me ever since.
POST SCRIPTUM
I did not die instead. Dead were the answers I used to have. Marked with red ink in the forbidden book of “Will Not Do’s”. I did so and called myself wrong, pointing my finger to myself, blaming me for my own suffering and lonliness. Gone were the years of ever reigning lightness. Lightness which I carried in my legs and in my thighs, I would jump the walls and corridors and that was enough. But thankfully I escaped the bitterness of “gone were the years...”, a bitterness which eventually would make me fallback only to rencounter my mistake.
The scream of a mad man
Trilha Sonora:
Baby Carni Bird, Camille
La Jeune Fille Aux Cheveux Blancs, Camille
Ta Douleur, Camille
Roteiro:
The Shamanic Way Of The Bee, Simon Buxton
Escrito por Raoni Duran às 23h58
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